Covid-19: na volta de turistas, Islândia fará testes no aeroporto

15 de maio de 2020 3 minutos
A Islândia já trabalha em nova campanha para se promover no exterior e reaquecer o turismo

Pouco a pouco, os países ocidentais mais bem-sucedidos no combate ao coronavírus, como Dinamarca e Noruega, estão retomando suas atividades. A reabertura também já começou na Islândia, e com um passo adiante em relação à maioria dos europeus: até 15 de junho, o país voltará a abrir suas fronteiras para estrangeiros, o que deve dar novo fôlego ao turismo.

O setor é um dos mais importantes da economia islandesa. Isso não significa o fato de a atividade representar quase 10% do produto interno bruto (PIB) do país fez que as autoridades afrouxarem o combate à pandemia. Na verdade, os turistas poderão visitar a Islândia novamente, mas farão testes de covid-19 assim que desembarcarem no Aeroporto Internacional de Keflavík, principal porta de entrada do país. O anúncio foi feito na última terça-feira (12/5) primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir.

A Islândia fechou suas fronteiras no dia 20 de março. Desde então, entram em seu território apenas islandeses, estrangeiros que moram lá ou cidadãos do Espaço Econômico Europeu. No entanto, para evitar a disseminação da doença, todas as pessoas que desembarcam no país têm que ficar em quarentena por duas semanas. Com a reabertura das fronteiras, os visitantes não precisarão cumprir os 14 dias de isolamento, desde que aceitem fazer o exame no aeroporto. O resultado do teste sairá no mesmo dia. A quarentena só será necessária se o teste der positivo.

Nova campanha vai “vender” o país 

Antes de reabrir suas fronteiras, a Islândia já trabalha para voltar a promover sua indústria do turismo no exterior. O governo vai investir 1,5 bilhão de coroas (R$ 60 milhões) na campanha, batizada de “Ísland – saman í sókn” (ou “Islândia – em frente, juntos”, em tradução livre). Duas agências de publicidade venceram a concorrência – que recebeu 15 propostas de toda a Europa – e ficarão responsáveis pelo projeto.

Os testes em massa foram um dos grandes trunfos da Islândia para seu sucesso no combate à pandemia (relembre aqui). Com uma população de 364 mil pessoas, quase 55 mil foram testadas, disse a primeira-ministra à rede americana CNN. A fatia, de cerca de 15%, é, de longe, a mais alta registrada no mundo.

Até o momento, o país teve 1,8 mil casos da doença e dez mortes. A taxa de letalidade, de 0,55%, é muito mais baixa que a média global, que está em torno de 7%. Surgiu um novo caso de infecção nas estatísticas oficiais nesta quinta-feira (14/5), mas a Islândia não registrava diagnósticos positivos desde o último sábado.

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