Suécia retoma táticas da Guerra Fria para combater fake news

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Fake news, um mal do mundo moderno. (Foto: Markus Winkler via Unsplash)

A luta de informações e contrainformações, comuns em filmes de espionagem que retratam a época da Guerra Fria, voltou a funcionar na Suécia. Mas, desta vez, o inimigo não é externo ou uma ideologia, mas sim as fake news. O país nórdico restabeleceu em janeiro a Agência de Defesa Psicológica, focada agora agora na desinformação.

Em entrevista ao jornal inglês “Guardian”, Magnus Hjort, vice-diretor da agência, afirma que o foco inicial é combater a desinformação estrangeira, que cresceu com o temor de uma guerra na Europa, caso a Rússia invada a Ucrânia, possibilidade alegada por países como os Estados Unidos. “Através da mídia social, você tem melhores oportunidades de influenciar as pessoas”, disse ele

Mas a defesa da democracia será fundamental, ainda mais devido ao fato de que o país terá eleições em setembro. A missão da agência sueca de defesa psicológica, que tem cerca de 45 funcionários e deve crescer, é “salvaguardar nossa sociedade aberta e democrática, a livre formação de opinião e a liberdade e independência da Suécia”.

Ele lembra do que ocorreu nas eleições americanas de 2016 e as tentativas de interferir nas eleições de 2017 na França – que no ano passado criou uma agência semelhante para combater a desinformação estrangeira e as notícias falsas – como exemplos. “Estados autoritários tentam há anos influenciar as eleições. A diferença hoje é que através das redes sociais você tem melhores oportunidades de influenciar as pessoas. É por isso que precisamos ter a capacidade de monitorar uma interferência em nossa democracia”, afirmou Hjort.

Mas embora a eleição seja uma de suas tarefas mais importantes este ano, a agência pretende mostrar um compromisso de longo prazo para “fortalecer a resiliência dentro da população”, incluindo agências governamentais e municípios para identificar a interferência de estados estrangeiros na liberdade de opinião e expressão. “O conflito entre os estados estará lá depois deste ano também”, disse ele. Mas ele acrescentou: “Este ano pode se tornar particularmente desagradável e difícil”.

A mídia social, disse Hjort, mudou drasticamente a natureza da defesa psicológica, tornando a Suécia “mais vulnerável”. Embora ele tenha dito que as empresas de mídia social podem “sempre fazer mais” para se proteger da intervenção estrangeira, a defesa psicológica também está em cidadãos individuais estarem cientes de que podem ser expostos à influência de potências estrangeiras.

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