Pesquisa aponta que 71% dos finlandeses são contra criação de animais para uso de peles

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Pesquisa mostra que população da Finlândia quer o fim das fazendas de pele. (Foto: Divulgação)

As chamadas fazendas de peles cobrem vastas extensões de terra em partes da Finlândia, mas a oposição a este tipo de atividade tem crescido no país nórdico. Uma pesquisa realizada pelo instituto Taloustutkimus aponta que 71% dos entrevistados indicam que “o cultivo de peles na Finlândia não é aceitável em sua forma atual”.

A maior parte desta produção de peles é feita para a confecção de casacos. As mulheres e os jovens se opuseram especialmente às práticas, com apenas 7% das mulheres e 4% das pessoas de 15 a 24 anos considerando o cultivo de peles aceitável.

Apenas 16% dos entrevistados acham que o cultivo de peles pode continuar em sua forma atual, sem novas regulamentações.

As fazendas de peles da Finlândia ganharam manchetes internacionais no início desta semana quando o jornal britânico The Mirror noticiou (siirryt toiseen palveluun) uma visita a uma fazenda onde raposas árticas eram mantidas em condições miseráveis. Os animais tinham pés danificados devido ao piso de arame de suas gaiolas, eram extremamente obesos e sofriam de aparente sofrimento psicológico.

Além disso, os animais ganharam destaque no início da pandemia do novo coronavírus, quando diversos animais tiveram de ser sacrificados devido à contaminação com a Covid-19. Havia um temor de que raposas e visons poderiam transmitir a doença a humanos.

Entretanto, de acordo com o levantamento, mais de um terço dos entrevistados aceitaria a operação contínua de fazendas de peles se as condições dos animais pudessem ser significativamente melhoradas e eles fossem capazes de se envolver em um comportamento natural.

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