Finlandesa afirma que proteger 30% do planeta garante biodiversidade

0
143
Metas para redução dos efeitos sobre o meio ambiente é fundamental. (Foto: Lucy via Unsplash)

Nos debates que antecederam a primeira parte, virtual da a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP15), que será concluída com um evento presencial em abril em Kunming, na China, um debate ganhou força: proteger 30% das áreas terrestres e marítimas até 2030 para garantir a biodiversidade. Mas embora seja uma meta considerada até ambiciosa por muitos, ela pode ser inócua, na visão de Jukka Hoffren, especialista da Statistics Finland.

Hoffren apontou que os pesquisadores estimaram que, além dos 30% propostos, outros 20% das áreas terrestres devem ser protegidas para estabilizar o clima e combater as mudanças climáticas até 2030. “No geral, 50% da área terrestre da Terra deve ser deixada em estado natural”, escreveu ele.

“A expansão das áreas protegidas por si só ficaria muito aquém do que é necessário para parar e reverter a perda de biodiversidade”, afirmou Hoffren, que é responsável por compilar dados sobre metas de desenvolvimento sustentável na Finlândia.
Esta meta de 30% de proteção até 2030 é o novo compromisso da União Europeia, que anteriormente tinha como objetivo proteger 17% das terras e 10% dos mares até 2020. E mesmo essa meta menor, disse Hoffren, a maioria dos países europeus não conseguiram cumprir.

“Salvar a biodiversidade e deter a contínua onda de extinções induzidas pelo homem exige que se preste atenção também à caça e pesca excessivas, poluição, mudanças climáticas e espécies invasoras, entre outras coisas”, escreveu ele na plataforma de blog da Statistics Finland em janeiro.

A perda de biodiversidade, ele ressaltou, está ocorrendo em um ritmo sem precedentes – com espécies se extinguindo em média muito mais rápido, o que representa um grande desafio também para a Finlândia.

“Os finlandeses ao longo de décadas causaram danos irreversíveis à natureza e à diversidade natural com suas próprias ações impensadas e indiferentes”, afirmou, apontando para o abandono em larga escala de zonas úmidas e ciclo curto de derrubada de florestas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui