Alemanha lidera resistência contra tarifas de Trump

Carla Saemi, diretora na Imagem Corporativa 31 de março de 2025 2 minutos
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A Alemanha declarou que “não cederá” às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre carros e peças importadas, e enfatizou que a Europa precisa “responder firmemente” a essa medida. O novo imposto de 25% sobre a indústria automotiva europeia gerou uma reação imediata entre os principais países afetados, ampliando a tensão comercial entre os dois blocos.

Outras economias globais também condenaram a decisão. A França classificou o movimento como “uma péssima notícia”, enquanto o Canadá descreveu como “um ataque direto” e a China acusou os EUA de violarem regras internacionais de comércio.

Na manhã de quinta-feira (27 de março), as ações das principais montadoras europeias registraram quedas significativas. Em Frankfurt, os papéis da Porsche, Mercedes-Benz e BMW sofreram desvalorizações acentuadas, acompanhados pela francesa Stellantis, fabricante da Jeep, Peugeot e Fiat, cujas ações caíram 5,8%. O índice europeu de automóveis e peças recuou 2,9%, impactando negativamente o índice Stoxx 600, que operava com queda de 0,9% em Londres.

As novas tarifas não apenas ameaçam a competitividade da indústria automotiva europeia nos Estados Unidos, um de seus principais mercados, mas também aumentam o risco de retaliações comerciais. O governo Trump já advertiu que poderá impor tarifas ainda mais severas caso a União Europeia e o Canadá adotem medidas para contrabalançar os efeitos das sanções americanas.

A política comercial agressiva de Trump reforça uma tendência que vem desafiando a estrutura geopolítica estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O modelo de alianças construído pelos Estados Unidos ao longo das últimas décadas, fundamentado no apoio mútuo entre democracias ocidentais, tem sido colocado em xeque pela postura protecionista da Casa Branca.

A União Europeia tem trabalhado para fortalecer sua posição global, promovendo novas parcerias comerciais e investindo em iniciativas de segurança coletiva. Ainda assim, a incerteza gerada pelas ações de Trump continua a colocar à prova a coesão do bloco e a estabilidade da economia mundial.

 

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